28 Mar 2010.
Vôo 690 da US Airways, de Phoenix para Philadlephia. Segunda parte da viagem entre Sacramento e Philadelphia. Provavelmente a minha derradeira viagem para lá. O plano agora é pedir demissão, fechar o apartemento, carregar o carro e por o pé na estrada.
Mas deixa eu começar do início. Em Novenbro de 2009 recebi uma oferta de emprego que parecia irrecusável. Uma boa posição, um bom salário... aparentemente tudo muito bom. Pequeno inconveniente: o emprego era do outro lado do país. Teria que mudar de cidade, de estado, de vida! Como naquele momento estava desempregada, resolvi tentar.
Vim para a Philadelphia, aluguei um apartamanto no centro da cidade, bem localizado até. Pertinho de tudo. Aluguei também a mobília (aqui neste país aluga-se de tudo! Muito conveniente). Providenciei internet, TV a cabo, comprei utensilios de cozinha... Enfim, montei uma casa com o firme propósito de me instalar na Philadelphia e usufruir da oportunidade que se avizinhava. Lêdo engano! Já nas primeiras semanas comecei a me sentir muito sózinha. Esqueci de contar que o meu marido ficou na Califórnia, enquanto eu fazia a tentative de transição para a costa leste. Essa foi a melhhor decisão que fizemos: manter a casa na Califórnia, com tudo dentro.
Bom, tudo isso para contar como foi que eu vim parar na Philadelphia e como eu resolvi partir para essa nova empreitada.
O trabalho não era tudo isso e a solidão impossível de se lidar. Resolvi então abdicar da oportunidade e voltar para a Califórnia. Bom, a esta altura meu carro já tinha sido enviado de caminhão da Califórnia para a Philadelphia. Nâo estava disposta a pagar para mandarde volta. Daí a idéia: por que não voltar dirigindo?
Mike e eu sempre falamos a sobre uma viagem “cross-country”, parando nos lugares interessanres na beira da estrada. Ele tem aquela fantasia maluca de filme de Holywwod que vai fazer tudo em uma semana... Eu, apesar de não ser americana nata, tenho uma idéia mais adequada do tamanho deste país e da extensão de estradas entre as costas leste e oeste. Nâo dá prá fazer costa a costa em menos de uma semana! A não ser que você seja caminhoneiro e tenha entrega para fazer. COmo não é esse o nosso caso, estimo uns dez dias na estrada.
Enfim, aqui estou eu agora, voando de volta para a Philadelphia, preparando mentalmente o meu discurso para pedir demissão já na Segunda-feira. Engraçado como a gente se sente meio culpada por deixar um emprego. Coisa desse espírito brasileiro, na certa!